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Funil de vendas do corretor: como prever o que vai fechar

A maioria dos corretores sabe, de memória, quantos clientes está atendendo. Poucos sabem dizer, com número, quanto disso vira comissão até o fim do mês. A diferença entre os dois é o funil organizado, não a quantidade de gente na carteira.

Notebook e celular sobre uma mesa de trabalho

Por que carteira grande não é o mesmo que previsão boa

É comum o corretor medir o próprio mês pelo tamanho da lista de contatos. O problema é que lista grande com etapa indefinida não diz nada sobre o que realmente vai fechar. Ter 40 pessoas na carteira, sem saber quantas estão na visita, quantas na negociação e quantas já esfriaram, é a mesma informação que ter zero, na hora de planejar o mês.

As etapas que compõem o funil

  1. Prospecção. Contatos ainda não qualificados, captados por indicação, portal ou rede social.
  2. Primeiro contato. Resposta inicial dada, ainda sem confirmação de interesse real.
  3. Qualificação. Cliente com perfil, orçamento e urgência conferidos.
  4. Visita. Já viu ao menos um imóvel presencialmente.
  5. Negociação. Proposta em andamento, com ou sem contraproposta.
  6. Fechamento. Acordo feito, aguardando formalização e documentação.

Cada negociação ocupa uma dessas etapas por vez. O funil serve justamente para você enxergar, de relance, quantas estão em cada uma, e não descobrir no fim do mês que quase tudo estava parado em qualificação.

A conta que muda tudo: previsão ponderada

Somar o valor de todas as negociações em aberto dá um número inflado e inútil, porque trata um lead recém-qualificado como se tivesse a mesma chance de fechar que uma negociação já em proposta. A previsão ponderada corrige isso: multiplica o valor esperado de comissão de cada negociação pela probabilidade de fechamento típica daquela etapa, e soma o resultado.

Um funil com 10 negociações em qualificação e 2 em negociação avançada pode valer, na prática, menos que um funil com 5 negociações bem distribuídas nas etapas finais. Sem essa conta, os dois parecem igualmente promissores, e não são.

De trás para frente: quantos leads a meta exige

Em vez de trabalhar no escuro, dá para calcular ao contrário. Se a meta do mês exige 3 vendas, e a taxa histórica é de 1 venda a cada 5 negociações em fase final, e 1 negociação em fase final a cada 4 visitas, o número de visitas necessárias no mês já está definido matematicamente. O mesmo vale subindo até a prospecção.

Essa conta muda a pergunta do corretor de "estou trabalhando bastante?" para "estou gerando volume suficiente em cada etapa para bater a meta?", que é uma pergunta que se responde com número, não com sensação.

Onde a maioria perde o controle

O problema raramente é falta de método na cabeça do corretor. É falta de lugar único para registrar isso, em meio a WhatsApp, papel e memória. Negociação que devia ter virado alerta de follow-up vencido passa batido, e só aparece na conversa quando o cliente já foi para outro corretor.

É esse funil, com as 7 etapas, a previsão ponderada calculada automaticamente e o alerta de follow-up vencido, que está organizado no Kit Operacional do Corretor, junto com a meta de comissão do mês calculada a partir do que está de fato em andamento na sua carteira.

Para ver rapidamente quantos leads o seu mês exige a partir da sua própria meta, o diagnóstico gratuito faz essa conta em 2 minutos.

Aviso. Este texto é orientação prática de gestão comercial. As taxas de conversão citadas são ilustrativas; use o histórico real da sua carteira para calcular a sua própria previsão.